Thursday, July 05, 2007

História 4 - essa é real



Na Africa do Sul. quando se vai com alguma grana, vale muito fazer safaris nos parques nacionais. São reservas enormes onde animais nativos convivem como a natureza manda. Esse vídeo é num desses parques. Incrível é a quantidade de views que ele já teve no youtube: mais de 6 milhões.

Wednesday, July 04, 2007

registro ortográfico do dia

Pensar é pra dentro.
Falar é pra fora.
As vezes penso que falei.
Mas só pensei.
As vezes sinto que faltou falar.
E já falei.
Tem um monte de fintas cerebrais que a gente inventa em algum momento -talvez da nossa infância- que servem pra gente ser aceito, pra conseguir o que quer, pra ganhar carinho, pra se safar e pra vários outros fins animais. Esses padrões sequenciais de pensamento que são dissimulações e que chamo de finta se tornam, com o tempo, a matriz do pensamento.
Teve uma época que eu gostava muito de fazer mapas cerebrais. Que são registros gráficos dos pensamentos de um determinado momento. São legais porque são ativadores de memória incríveis. Se hoje olho algo que eu rabisquei há anos, lembro de praticamente tudo que passava na minha cabeça naquele momento. É beeem divertido. Geralmente a diversão era diretamente relacionada a alguma substância de alteracão de consciência. O que me leva praquela velha questão de como é possível a gente obter desenvolvimento cerebral através da experimentacão e auto-avaliação pseudo-científica. Hoje esse cérebro azeitado que escreve se diverte em deixar suas fintas como armadilhas pro narcisismo. Muitas delas são ortográficas, procurem. Me lembra a ponte de M, do artigo do Contardo Caligaris, que caiu na minha mão pra ler e acabou me guiando por um caminho divertidamente enriquecedor: uma vasta busca na memória da minha alfabetizacão. tenho vários mapas cerebrais desse percurso. Seguuuundo annnnno! Escada de cimento em L, erva de funcho, capuchinhos, ser jockey, driblar no futebol, caixa de areia, goleiro. Que legal. Ah, se alguém chegou a ler até aqui, agradeço o interesse. :)

Wednesday, June 27, 2007

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Memória da quinta série

Quando morei em Brasília eu tinha 10 anos e a mania de fazer xixi sempre no mesmo box de mictório do banheiro. Durante todo o ano letivo de 1985, no Colégio Marista, eu dava um jeito de mijar no terceiro box da esquerda pra direita do banheiro de baixo. Houve situacões em que todos estavam livres e tinha apenas um moleque usando o terceiro... raios! eu esperava, fazia cera, até liberar.

Lembrei disso depois de assistir Mais Estranho que a Ficção.

Friday, June 22, 2007

Muita coisa

Antes sexta-feira era o dia que eu esperava o fim de semana chegar.
Agora fico querendo uma sétima-feira antes do sábado e domingo.

Friday, May 18, 2007

História 3 - o caso dos corpos na estrada

Chegando em Oustdhorn eu vi uma dúzia de velhinhos na beira da estrada. Eles pediam comida desesperados, avançavam pro meio da estrada movimentada na esperança de que os carros parassem e alguém desse comida ou dinheiro. Mas a maioria diminuia a velocidade e desviava deles. E a minoria passava por cima mesmo. Na hora que eu tava passando tinha recém passado um caminhão que não parece ter usado o freio e acabou atropelando uns 5 velhinhos de uma vez. Foi horrível a cena. Diversos corpos atirados pelo chão. Sangue e membros espalhados. Estranhamente todos os outros carros continuaram passando sobre a meleca. Chegando no hotel eu perguntei ao concierge como é que aquela barbárie tinha acontecido sem causar espanto nos que estavam por perto, já que ninguém parou pra ajudar. A resposta dele foi lacônica: no fim do dia a patrola tira os restos. Sério, isso é mentira.

Monday, May 14, 2007

História 2 - Anjinho no Aeroporto

O aeroporto de São Paulo dava vergonha. Fila de uma hora pra passar na polícia federal. Pessoas desinformadas perdendo seus perfumes e desodorantes trazidos na bagagem de mão.

Enquanto aguardo na fila de embarque observo um homem deitado no chão de mármore fazendo um movimento de abrir e fechar os braços esticados, que eu conheço como movimento de anjinho na areia, e gemendo com timbre feminino de gata no cio. Fiquei em dúvida se era um caso médico ou de polícia. Meus parceiros de fila escolheram achar que era epilepsia e condenaram a forma displicente que os paramédicos cuidaram do caso. Eu preferi não mostrar que eu tava rindo pra fugir da condenação implícita dos futuros colegas de võo. Mas a minha versão do fato é que era uma bixa louca se contorcendo em busca de algum contato físico com paramédicos e enfermeiros.