Friday, December 05, 2008

Interessante.

Não falar é uma coisa interessnte. Quando voce fala voce passa adiante.

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Tuesday, November 25, 2008

Mil Casmurros

Cid

Friday, October 17, 2008

Concluo

Enfim tenho uma opinião sobre o fim dos Los Hermanos. Mesmo que não seja exatamente sobre o fim, pois já escrevi sobre isso no passado em resposta a uma post incrível que o Pedro Perurena fez na Dois Pontos. Mas enfim, o que merece uma opinião final é a dúvida que eu alimentava em relação a minha admiração maior ser direcionada ao Rodrigo Amarante ou ao Marcelo Camelo. É essa conclusão que chego e que falo aqui.

Ainda respeito o Camelo, mas já me dou direito a compará-lo com algumas pessoas que não fazem parte da minha galeria de gente afudê. Não tenho mais como pensar no Camelo sem lembrar da Maria Rita (e do Ivan Lins!). Que considero uma jovem senhora que acredita muito na genética. Até por eu gostar bastante de Elis Regina e achar que tudo que ela tinha que ter feito, ela fez dentro do seu próprio corpo. Além disso tenho preconceito com quem sobe ao palco de pés descalço sem estar muito drogado.

Do disco SOU eu gosto. Doce Solidão acho leve, aconchegante, marítima. Não me incomoda ver semelhança com o Jack Johnson (ainda não encontrei quem concordasse comigo nisso, mas On And On me lembra muito Doce Solidão, ou o inverso - recruto apoiadores). Copacabana tem uma referência que eu não curto por não gostar de baile de carnaval. A propósito, nada me incomoda mais do que o Concurso de Marchinhas da Fundicão Progresso. Porém gosto de Liberdade. E também de Janta, Tudo Passa e Mais Tarde.

O que me incomoda é algo na imagem que estou projetando no Camelo que vem com a sua postura feliz e suave. Algo que eu não sei explicar, mas que ouvi alguém resumir perfeitamente: eu não me surpreenderia se o próximo projeto do Camelo ser um disco infantil. É isso.

Bem, e sobre o Amarante...

Ainda não tenho certeza pois não ouvi bem o Little Joy, mas me agrada o fato dele estar indo pra um lado que não tem nada a ver com Ivan Lins.

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Monday, September 29, 2008

Assis e o seu Machado

O Assis era jardineiro, um cara trabalhador. Saia cedo de casa, na favela dos Rodrigues e antes de chegar na casa da colina ele passava no sindicato pra pegar seu equipamento. Tesoura, braquete, alinhavo, estorão e um machado afiado com lima de São Sepé. Pois nesse dia ele não encontrou seu machado. E começou a buscar entre os serviçais e vizinhos. Logo todos procuravam pelo Machado de Assis.

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Monday, August 04, 2008

Encarnação do Demônio














Por acaso ou azar acabei vendo o cartaz do novo filme do Zé do Caixão, Encarnação do Demônio, na porta do Astronete, na mesma noite que fizemos o Flashrock com o Lobão em SP.
Não preciso dizer que fiquei curioso, até porque o trailer é macabro. E também pelo fato do filme ser distribuido pela FOX.

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Friday, June 27, 2008

idéia pra mais um reality show

chama-se: DURANTE O FIM DO MUNDO

começa com 10 famílias compostas de 5 pessoas. As famílias devem ter diferentes padrões de consumo. Então teremos famílias ricas e pobres, ao extremo. E também famílias de diferentes estilos de crasse média. Cada uma delas vai viver por um ano em uma casa (todas iguais) e vão poder continuar com suas vidas do lado de fora (trabalho, escola, compras) mas terão que se alimentar todos os dias em casa e não poderão colocar o lixo pra fora de casa.

Cada casa vai ter um jardim.
Cada casa vai ter direito a orçamento igual ao que tinham antes de entrar na casa (mediante comprovação de um ano de ganhos)
Cada casa vai ter que lidar com os dejetos que produzirem, pois nenhum lixo poderá sair da casa.

Espera-se ver muito lixo. E uma busca por formas de equilibrar o consumo com a sua capacidade de dar fim ao lixo. Observar quais são os perfis que estão mais preparados para ter uma vida equilibrada.

Espera-se que os que tem consumo exagerado sejam os azarões. Que os que tem consumo mínimo tenham vantagem no longo prazo. E que dentre os grupos de consumo médio, a inteligência sustentável seja usada pra que encontrem formas de viver bem sem serem prejudicados pelo lixo que geram.

Quem colocar lixo pra fora de casa é desclassificado. Quem continuar até o fim e conseguir manter o sorriso honesto, ganha.

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Friday, June 13, 2008

Ensaio Sobre a Cegueira

Fato: Nove da manhã eu ajudei um cego a atravessar a rua e encontrar o Z Café, na Padre Chagas.

Antes disso eu vi ele batendo o nariz em um galho que invadia a calçada na diagonal, numa posição que sacaneou o poder de orientação da bengala.

Achei chocante.

Diferente de outros cegos que eu já tinha visto caminhando pela cidade, esse andava hesitante, com desconforto de quem não está acostumado com a falta de visão.

Fiquei imaginando as vezes que eu brinquei de cego e caminhei alguns passos de olhos fechados pra ver se eu seguia a reta. Lembrei da sensacão de perceber que se eu não abrisse os olhos nos próximos 5 passos haveria o risco muito grande de eu cair, bater, machucar. Lembrei que fotografar o ambiente com piscada inversa era o suficiente pra reorientar a caminhada cega por mais alguns poucos passos...

E voltei a pensar no cego batendo o nariz no galho e fazendo cara de quem estava decepcionado consigo mesmo... aquela expressão de tristeza... do tipo inconsolável, talvez acompanhada de impotência e resignação.... A cena me pegou de jeito.

Mas depois tentei pensar que esse tipo de problema humano não existe, que havia acontecido só porque o cara acordou num dia ruim, que o dia seguinte seria ótimo, que a sociedade tá certamente preparada pra dar todo o apoio pra esse e outros tipos de deficiência... mas esse pensamento não colou.

Foi bem melhor achar que aquilo era uma ação promocional do filme Ensaio Sobre a Cegueira, que em breve vai estar passando ali perto, no GNC Moinhos.

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